A pólvora antiga inventada pela China era uma mistura proporcional de salitre, enxofre e carvão de madeira, chamando-lhe vulgarmente “remédio do fogo”.
Esta invenção deveu-se principalmente à arte antiga chinesa de fundir minerais em busca de “panacéias divinas”, arte que apareceu no período dos Reinos Combatentes (475-221 a.n.e.).
No decorrer desta prática adquiriram-se alguns conhecimentos químicos e ficou-se a conhecer pouco a pouco as naturezas e funções das matérias-primas necessárias ao fabrico da pólvora, descobrindo-se que a mistura destas matérias podia resultar em combustão violenta. Através de repetidas experimentações, os fundidores encontraram por fim a proporção adequada de salitre, enxofre e carvão.
Como esses alquimistas, na obtenção das suas “panacéias divinas”, gostavam de guardar os seus segredos, até hoje não sabemos o ano exato da invenção da pólvora. Segundo Sun Simiao, famoso farmacológico do reinado inicial da dinastia Tang (618-907), que foi o primeiro a registrar por escrito o método de fabrico da pólvora, os cientistas chineses consideraram que a pólvora chinesa foi inventada antes da dinastia Tang.
A pólvora chinesa foi usada na guerra desde o século X, e no século XII apareceram as armas de fogo que se carregavam com pólvora. Tal como a arte do fabrico de papel, a pólvora saiu da China primeiro para a Arábia, e depois para a Europa.

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